Reprodução sexuada e assexuada
A
reprodução é fundamental para a espécie humana e para os seres vivos em geral.
Existem dois tipos de básicos de reprodução: reprodução assexuada e reprodução sexuada.
A reprodução assexuada é o modo mais simples de se formar novos indivíduos,
pois não envolve troca de material genético. Neste tipo de reprodução, há a
participação de apenas um indivíduo, e os seres originados, são geneticamente
idênticos entre si. A reprodução assexuada pode acontecer por: bipartição ou cissiparidade (como nas
amebas), fragmentação ou fissão (como
nas planárias), brotamento ou
gemiparidade (como nas hidras).
Nas
plantas, encontramos tanto reprodução sexuada como assexuada.
Reprodução sexuada
De
modo geral pode-se dizer que a reprodução sexuada se caracteriza pela formação
de gametas e pela fecundação. A reprodução sexuada envolve dois indivíduos, e
cada um contribui com um gameta, a não ser quando são indivíduos hermafroditas.
A
união dos gametas produz uma célula-ovo ou zigoto. O gameta masculino é chamado
espermatozoide, e o gameta feminino
são chamados óvulo. A produção de
gametas ocorre nas glândulas sexuais
ou gônadas. As gônadas masculinas
são chamadas testículos, e são neles
que são produzidos os espermatozoides, este processo de produção de
espermatozoides é denominado espermatogênese.
Os ovários são as gônadas feminina, e são nelas que são produzidos os óvulos, a
este processo dá-se o nome de
ovulogênese.
Espermatogênese – células
embrionárias, chamadas células
germinativas multiplicam-se e originam espermatogônias,
que por diversas fases de divisão por mitose e por meiose originam quatro
células haploides: as espermátides. As
espermátides não se dividem mais e começam a se transformar em espermatozoides,
então uma célula chamada espermatogônia (2n) da origem a quatro espermatozoides
no final da espermatogênese.
Espermatozoide – é
formado por três partes principais: cabeça,
peça intermediária e cauda. Na cabeça encontra-se o núcleo e o acrossomo, a
peça intermediária é formada por mitocôndrias e a cauda é um flagelo.
Ovulogênese – células
embrionárias, chamadas células
germinativas multiplicam-se e originam ovogônias,
que por diversas fases de divisão por mitose e meiose originam quatro
células haploides: sendo três glóbulos polares que se degeneram e uma célula
chamada ovócito II, que mais tarde amadurece e se transforma no óvulo. Então
uma célula chamada ovogônia (2n) da origem a um óvulo em condições de
fecundação e três glóbulos polares que degeneram.
Fecundação – é a
penetração do espermatozoide no óvulo e a união dos núcleos dos dois gametas,
com consequentemente formação do zigoto. O espermatozoide penetra apenas em
óvulos das fêmeas de sua espécie, por causa da presença de proteínas nas
membranas dos gametas que se encaixam umas nas outras e garantem a adesão entre
eles. Assim que o espermatozoide entra em contato com a parede do óvulo, o
acrossoma presente na cabeça do espermatozoide libera uma enzima que ajuda a
perfurar a parede do óvulo, facilitando a sua penetração. Quando o primeiro
espermatozoide consegue penetrar na parede do óvulo, o próprio óvulo libera uma
enzima que fazem modificações na membrana do óvulo que impediram a entrada de outros
espermatozoides. Em anfíbios, répteis e aves, é possível entrar mais de um
espermatozoide (fenômeno conhecido como polispermia),
mas apenas um é utilizado, os outros são destruídos por enzimas do óvulo.
Fecundação externa – frequentes
em muitos invertebrados aquáticos, em muitos peixes e nos anfíbios, o macho e a
fêmea lançam seus gametas na água.
Fecundação interna – em
que os espermatozoides são lançados no sistema genital feminino, permite uma
economia no número de óvulos produzidos.
Determinação do sexo – na
maioria das espécies, incluindo a humana, existe um par de cromossomos
responsável pela diferença entre os dois sexos: os cromossomos sexuais, representados por X e Y. (XX) para sexo
feminino e (XY) para sexo masculino. Portanto, o homem produz dois tipos de
gametas, um carregando o (X) e outro carregando o (Y), enquanto a mulher produz
só um tipo de gameta (X).
Hermafroditismo – em
várias espécies de invertebrados, um mesmo indivíduo produz normalmente
espermatozoide e óvulo, é o hermafroditismo. Em princípio o ser hermafrodita
pode fecundar a si próprio (autofecundação), mas isso só é verificado em alguns
parasitas, como a solitária. Na maioria das vezes, os hermafroditas realizam
fecundação cruzada.
As
causas do hermafroditismo nos seres humanos são na maioria das vezes genéticas,
ou devido a más formações ou mutações. O uso de certas substâncias hormonais
pela mãe durante a gestação também pode causar o hermafroditismo. A forma mais
comum de tratar os hermafroditas humanos é com recurso a uma cirurgia para
definir o sexo da pessoa.
REPRODUÇÃO HUMANA
Na
puberdade, o corpo sofre grandes transformações. Nos meninos, ela começa, em
geral, entre 9 e 14 anos. Entre outras transformações, os órgãos genitais
crescem, a musculatura se desenvolve, aparece a barba e os pelos nas axilas e
no púbis, o crescimento se acelera e começa a produção de espermatozoides.
Nas
meninas, a puberdade começa, em geral, entre 8 e 13 anos. Os seios aumentam,
aparecem pelos nas axilas e no púbis, o ritmo do crescimento se acelera e
ocorre a primeira ovulação (lançamento de um ovócito II na tuba uterina) e a
menstruação. Todas estas mudanças são controladas por hormônios.
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